Na última terça-feira, 23, o Sinteac se reuniu com a Secretaria Municipal de Educação para debater pautas centrais da categoria. Entre os principais pontos estiveram o reajuste salarial, a atualização do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR), a aplicação da Lei de Gestão Democrática, além de questões como a forma de entrega de atestados médicos e a redução da jornada para servidores com necessidades específicas.
Durante o encontro, o secretário de Educação, Alysson Bestene, reiterou que qualquer reajuste só será possível após a aprovação da Reforma da Previdência. Ele informou que as alterações já foram concluídas e que o projeto será enviado à Câmara Municipal, destacando que apenas com os recursos gerados pela reforma será viável apresentar uma proposta de abono.
O Sinteac reforçou que todo recurso voltado à Educação precisa ser convertido em reajuste salarial, assegurando valorização efetiva dos profissionais. Também foi confirmada a criação de uma comissão para acompanhar a revisão do PCCR e a implementação da Lei de Gestão Democrática.
Sobre a polêmica da apresentação de atestados médicos, a Prefeitura garantiu que disponibilizará um e-mail oficial para envio dos documentos. Em relação à redução da carga horária, assegurou o cumprimento do direito de uma hora a menos por dia, totalizando cinco horas semanais. Além disso, anunciou que serão feitos cálculos para avaliar eventuais recursos excedentes da reforma previdenciária e, a partir disso, apresentar uma nova posição.
Apesar desses encaminhamentos, a categoria segue descontente. A morosidade do processo tem provocado frustração, desgaste e indignação entre os servidores. “Estamos cansados de promessas sem resultado”.