Um forte questionamento sobre a política salarial do Governo do Estado do Acre, encabeçado pelo governador Gladson Cameli, veio à tona com uma nota pública divulgada pela direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac). A entidade acusa o governo de utilizar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) de forma seletiva, criando um cenário de “servidores prediletos” e grave desigualdade de tratamento.
O cerne da denúncia é o que o sindicato chama de “discriminação” e “engano” na gestão dos recursos humanos do estado. Segundo a nota, a LRF — lei que estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal — seria “escancarada” apenas como justificativa para negar reajustes ou melhorias salariais para os servidores que recebem os menores salários.
Em contrapartida, o Sinteac alega que o tratamento dado aos auditores fiscais é completamente distinto. A categoria, que já possui salários considerados altíssimos — acima de R$ 36 mil reais, conforme a nota sindical — teria suas pautas atendidas “tranquilamente” pelo Executivo estadual.
“Chega de Mentiras Farjutas”: Educação na Luta por Igualdade
A direção do Sinteac questiona a disparidade: “Por que dois pesos e duas medidas?” e convoca os servidores à mobilização. A nota é um claro chamado à ação, exigindo o fim dos privilégios e maior respeito pela categoria da Educação.
“Não aceitaremos mais sermos os últimos da fila, enquanto poucos seguem privilegiados com total apoio do Governo,” afirma o sindicato no comunicado. A entidade enfatiza que a justiça e a igualdade de tratamento são pautas inegociáveis.
O sindicato conclui a nota com um apelo à união e resistência, marcando a hora como decisiva para pressionar o governador e lutar contra o que classificam como “ilusão” e “promessas vazias”.
Você tem acompanhado as discussões sobre o uso da LRF no estado? Qual a sua opinião sobre as denúncias de tratamento desigual entre as categorias de servidores?