Estamos assistindo, com profunda indignação, ao descaso, ao descompromisso e à irresponsabilidade do governador Gladson Cameli com a Educação pública. Desde o primeiro mandato, o governador demonstra, de forma reiterada, seu desinteresse pela área, ignorando sistematicamente as reivindicações da categoria.
Suas ações representam um dos maiores ataques já sofridos pela Educação no Acre. Em 1º de abril de 2022, o governo desestruturou a carreira dos profissionais da Educação ao retirar 10% das referências da tabela salarial e reduzir em 34% a diferença entre os níveis.
À época, Gladson Cameli mentiu aos trabalhadores ao registrar em ata o compromisso de devolver esses direitos em janeiro do ano seguinte. O compromisso não foi cumprido, não por falta de recursos, mas por falta de vontade política. Em 2022 e 2023, o Estado não ultrapassava o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal, o que desmonta completamente o argumento usado pelo governo.
Essa medida causou um impacto direto na renda dos profissionais da Educação, com perdas mensais que variam de R$ 500 a R$ 2.000. Ao longo de três anos, o prejuízo acumulado é imenso e cruel para quem sustenta a base do sistema educacional.
Como se não bastasse, o governo concedeu reajuste de 5,42% a todos os servidores estaduais, excluindo os professores. Durante todo o mandato, a Lei de Responsabilidade Fiscal foi usada seletivamente: rígida para a Educação, mas flexível para nomeações de cargos comissionados, aliados políticos e apadrinhados.
A Educação foi, sem dúvida, a maior vítima deste governo. Gladson Cameli teve tempo suficiente para ajustar as contas públicas e garantir justiça salarial, mas escolheu não fazê-lo. Agora, aproxima-se do fim do mandato deixando um legado de desvalorização e retrocessos.
Enquanto isso, tenta enganar a população com propaganda oficial, falando em grandes investimentos, valorização profissional e melhoria das escolas. A realidade é bem diferente: falta merenda, o fardamento escolar chegou apenas no fim do ano e a infraestrutura das escolas rurais é precária. Em muitas unidades, trabalhadores recorrem a rifas e vaquinhas para resolver problemas básicos.
Pais, mães e responsáveis:
vocês enxergam esses investimentos na escola de seus filhos?
Texto: diretoria sinteac