Nota de Repúdio

Ruan Teixeira

O SINTEAC vem a público repudiar veementemente, com toda a indignação que a situação exige, o relatório do último quadrimestre apresentado pelo Governo do Estado. Trata-se de mais um absurdo, mais um ataque vergonhoso, mais um golpe contra a Educação.

É revoltante — e inaceitável — assistir, mais uma vez, ao uso da Lei de Responsabilidade Fiscal como desculpa para não atender às pautas da categoria. Desde 1º de abril de 2022, o governador Gladson Cameli vem enganando, mentindo e ludibriando os servidores da educação. Sim, enganando! Sim, mentindo! Prometeu devolver os 10% das nossas Referências que ocasionou o achatamento de nossos salários, nos levando a uma redução cruel, desumana e injusta em nossos vencimentos, que vão de 500 a 2000 mil reais mensalmente. E o que faz o governo? Nada! A cada novo relatório, uma nova manobra, um novo pretexto, um novo engodo, um suposto “amparo legal” para o governador não devolver o que nos assaltou. Isso é inadmissível!


O mesmo governo que diz não poder devolver o que é nosso, por estar acima do limite prudencial da LRF, não interrompe as nomeações de cargos comissionados. É um verdadeiro escárnio! Toda semana, há novas contratações na Secretaria de Educação. Deputados batem à porta do secretário e, ao saírem, o que se vê é mais aumento no gasto com pessoal. É um jogo político nojento, que desrespeita os profissionais da educação!

O SINTEAC não acredita nos Relatórios do governo, a diferença é ínfima: foram 0.42%, 0.44% e agora 0.04%, praticamente insiste. É uma afronta à inteligência da sociedade! Acreditamos que os dados estejam sendo manipulados para o Senhor Governador não devolver nossos 10% da referência e não atender à reinvindicação dos servidores, mesmo com o aumento dos recursos. É revoltante perceber tamanha distorção da verdade!


Tais percentuais ínfimas não é impeditivo para atender as reivindicações. Basta o governo fazer um projeto de contenções de gasto. Mas não faz! Não porque não pode, e sim porque não quer! Quer usar disto para palanque político em 2026. Brinca com a dignidade dos trabalhadores da educação, como se fôssemos peças descartáveis em seu jogo de interesses.

No ano que vem ele vai atender a pauta dizendo que se adequou. Agora a conversa é que fará a contenção de gasto — coisa que já deveria ter feito desde início do ano. É mais um capítulo da novela da enrolação, do desprezo, da má-fé institucionalizada.
Fica nosso mais profundo e revoltado repúdio a essa postura fria, calculista e vergonhosa do Governo com a Educação e com todos os servidores! Basta de humilhação! Basta de descaso!

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